quinta-feira, 1 de dezembro de 2011



Morte, encanto e carnaval

Não se preocupe com o labirinto caso não veja a saída mais próxima ou oportuna razão para adentra-lo seguindo adiante... O conselho amalgamo de Campbell faz questionar a receita as cegas do embaraço. Quando a vida se consome em bares sôfregos, mais excitantes que o pestanejar da própria alma em busca da saúde avolumada.
Digo que não admire a alegria alheia caso o ciúme culmine numa tarde nivelada de responsabilidades e ambições imputadas.É no silêncio da língua e no descanso das lágrimas que se compreende o embrutecer das sílabas inconstantes do planalto.
Só absorva porem o que por mais distante lhe for importante. O restante somente ignore destarte todo insumo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011



O que as ONGs a politicagem e o vai e vem de ministros tem em comum.

A febre dos “stand ups” esta por toda parte. Nos bares, turmas e lares. Entretanto uma piada tem se mostrado duro concorrente na excêntrica fluência das jogadas. As ONGs (organizações não governamentais) brasileiras são um show a parte quando se trata de fazer palhaçada. Não bastasse o caso do excelentíssimo senhor Orlando Silva “ex ministro” dos esportes cuja relação particular com ONGs lhe rendera a forca na diretriz de seu cargo, as mencionadas instituições agora reaparecerem no programa “Minha Casa Minha Vida” do governo Federal.
A trama de enredo simples funcionava a partir da compra de lotes que custavam em torno de 4.000 e 7.000 reais no Maximo (isso com intervenção de ONGs) para pessoas com renda superior a mínima registrada como obrigatoriedade, isto é 1300 reais.
O interessado que pagava a quantia negociada poderia ser solteiro e ter já um imóvel ( fatores inviáveis segundo o regulamento do programa). Passada a aquisição os donos poderiam vender seus lotes e entrar novamente na fila para embolsar mais um novo passando a perna nos menos favorecidos ou agraciados.
Mas o termo ONGs neste artigo em especifico vem trazer a luz do raciocínio outro parâmetro de analise comparada. Mais incisivamente ao “Código Florestal” Criado em 1965 e com nova redação do agora novo “Ministro dos esportes” o deputado Aldo Rebelo do PC do B (coincidência ou não) e que desde então tem gerado polêmica acerca de seu texto.
O novo código permite que proprietários de terras classificadas como zonas de preservação permanentes as APPs construam nestes espaços suas casas de veraneio, detalhe (a partir da validez do novo texto sem precisar recuperar a área desmatada).
Quem se lembrar bem vai entender o quanto ambientalistas se chocaram com os interesses de lobistas, que ao contrario do horário de propaganda política que torra a paciência , faz boca de urna todos os dias na câmara dos deputados a fim de beneficiar seus provedores; neste segmento as ” madeireiras e construtoras”.
Não obstante o novo código também que permite que ONGs façam por via de aprovação do proprietários destas mesmas zonas protegidas todo o movimento constante de conservação.
Inspirado nas Servidumbres ecológicas da Costa Risca de 1996 as intituladas servidões ecológicas não convergem em recompensa financeira para os proprietários enquadrados na regra, porem concede algumas isenções de impostos, o que talvez para grandes negociadores não é interessante tão pouco engraçado.

terça-feira, 25 de outubro de 2011



As convenções do Amor moderno

A inteligência estanca a harmonia dos amores. Não porque negligencia sua essência funcional prioritária; mas porque engessa sua natureza neutra.
O principio ativo que lhe cobre sofre interferências particulares o que por sua vez dissimula, divide, categoriza.
Os sentimentos ficam expostos como numa aquarela de intenções, mas quase nunca se compreende que a experiência do amor se perpetua quando na sua inteireza.

Mas o que de fato podemos intitular amor?


Muita gente se perde no momento de pontuar sua concepção básica, e isso se deve unicamente pela convenção de conceitos pra tudo o que se subtende como sendo certo ou de bom senso.
Amor é a vida na sua totalidade... E seus exemplos clássicos são.: a resposta acentuada do nascer do dia, os frutos da chuva para as colheitas, o desabrochar da fauna e flora, a eterna maternidade e o advento da juventude.
Creio que a anatomia do tempo é quem molda as impressões. As estações do ano são mais intensas, ou quando não são, seus efeitos antes ordeiros são imperceptíveis devida a exaustão desencadeada.
Quando o humano desaprende a notar suas inspirações sensatas então passamos a ouvir frases de cunho clichê como : No meu tempo casamento era duradouro... ou Gente nova respeitava o mais velho.... (tudo verdade)
Não existe mais profunda sinceridade, não há risco sobre valente em tentativas ousadas na busca de aprender mais do outro que é teu e meu semelhante.

A pergunta adicional é. Há um culpado pra tudo isso?


As relações humanas passam a funcionar como num pente fino, onde tudo passa por instantes fora da margem de calculo, da precisão ou da simples utopia.
Casamentos são programados por um termo assinado em concordância mutua, sem resgates, casal moderno mora em casas separadas, filhos é projeto ultrapassado.
Mas o amor de fato continua o mesmo. É o mesmo amor que definha nas rampas de um hospital quando se despende de seu ciclo, e continua sendo o mesmo amor quando reaparece no berçário estabelecido pela concretude do nascimento.
O Amor vai morrer e renascer todos os dias. Não vai parar de acontecer só porque o ser humano deixou de prestar atenção nos seus surtos e falas.
Nem vai deixar de fluir ainda que em encruzilhadas escuras, devido o regime ditatorial dos modismos ou do aparato imprevisto do tempo.

terça-feira, 18 de outubro de 2011



Das ligas econômicas: frisson e disparates da nova ordem

As imagens nunca mais serão as mesmas. Olhadas da sacada, do perímetro urbano, dos vales mitológicos donde surgirão os mais resolutos sistemas e convenções. Lá onde a estrutura base dita às regras e nutre corporações, urge do lodo o antídoto feroz que combali a ótica capitalista. Tão conformista quão destrutiva se equiparada à construção dos romances derradeiros de Shakespeare.
É trágico observar como correm feito baratas sem norte, como fecham suas guardas diante a apoteose com cara de apocalipse. Mas nunca como um 1º de Maio ou a queda da Bastilha. Nunca como a velocidade das webs ou a hipocrisia patriótica, que na verdade se restringe a movimentos de segregação desnuda.
No meio desse turbilhão de acontecimentos que aos poucos fragmenta a U.E (união européia) certamente não haverá lugar compensatório para os povos de uma áfrica esfomeada e assaltada, para uma Índia desiludida, para uma Guiana desarticulada e esquecida no alto dos trópicos.
Me pergunto se no auge dessa alegoria há de surgir, como após a queda do império romano pela tomada Turco Otomana , quem desbrave o novo mundo com o objetivo lúdico de pilhar riquezas no ato de fincar sua bandeira em terra habitada, tomando como seu e distribuindo em autarquias .
Por enquanto a Wall Street mais próxima fica no bolso do vizinho desempregado que protesta sem muitas esperanças frente à inchada taxa de impostos.
Infelizmente todo o barulho é ainda um tiro no escuro.

sábado, 15 de outubro de 2011



Falsetes são amigos E todo risco é um Dom

A engenhosidade lhe sobressaia aos fios de cabelos; vagarosamente pela fresta entreaberta da porta do quarto; vasculhando metódico as notas os falsetes; delirante apreciei, metendo os dentes onde não fui convidado.
Centrado contia-se em delicados dedilhados; folhando senil o livro rústico, há muitos anos guardado. Calçava aquele par de sandálias transversais marrons, combinando arrojado ao cachecol perfumado listado.
Arisco, murmurava baixinhas blasfêmias; os dedos calejados truncavam cínicos, adjacentes traçados. Minguante a lua comprimia a natureza do recinto; personificando dos tacos quadriculados do chão aos assoalhos.
Apaziguado, estático fiquei; ali rente ao fetiche caprichoso, como quem de campana assiste a um desfile. Observei com mais tenacidade as rugas, a magreza, delicada a inconstância de um felizardo aprendiz de musico.
Salvo de um alivio incandescente, o canto então saia lentamente mergulhada em agonia; cívico de um trabalhador afável, estigmatizado por um maldito abandono do tempo.
Viria, a saber, mais tarde; que tivera ainda moço um grande amor; o pai a levara pra longe numa infinita noite; que volta e meia o atormentava doravante, em cenas resgatadas pela historia que sucinto a si mesmo lembrara.
Deveria eu, ter aproximadamente uns onze anos, quando acalorado as custas das dores de meu tio, pela primeira vez me aproximei do violão. Uma canção de Adoniran era quem eternizara saliente seus andaimes.

terça-feira, 30 de agosto de 2011





Avenue vivant et marchant l'un

Tudo o que tenho nas mãos é uma ideia de paciência que é intermitente, pessoas são figuras ilustrativas de um cenário imaginário constituído para o engano póstumo... Mas cada pedaço de uma mesma inteireza representa um traço que para mim é insignificante.
Basta olhar para os apressados transeuntes que fadigam, um cansaço que comprime a essência humana e exterioriza uma lacuna sem lembranças dignas...
Também é neste instante exímio que mais me surpreendo, alguns sorrisos são disparos desconcertantes revindicantes. Não pedem pra que a reciproca seja concomitante uma vez que toda sua exuberância cabe em démodé. Mas antes de uma reação, cala minha suplica pra que o dia acabe, enquanto caminho destemido pela avenida viva.

sexta-feira, 15 de julho de 2011



Prélude

Da com a mão reverencia e retém cumprimento, da com a língua nos dentes a pormenor defeitos e se veja, o deleite precede ao preço, de se dar sem receber... Pula do prédio pra que as idéias voem, asas vão timbrar nas ruas terrenas da discórdia que é insana... Ama sem temer desgosto, balburdia rima com silencio e choque.
Mao que acena pura se descobre... verso em prosa curta pra nenhuma duna de milhas, depois da sombria têmpora assassina em sinédoque...
Mas cumpre toda vontade, de ser, ter e perder... Cair e se machucar, pender a tendência de crescer e entender a ternura de pintar, transgredir a própria sorte, escrever a próxima pagina, sair de cena quando der na telha, xingar a quem se quer bem, testar as próprias forças e se merecer alguma vez a única se possível e que é preciso pra que se dure para sempre. Aos nossos mais sensatos devaneios o meu respeito...